
Dor, revolta, sensação de que somos incompreendidos e por isso mesmo desvalorizados, todo mundo sente, passa ou se recente em determinado momento de suas vidas, mas daí a viver disso, nesta expectativa de que o ruim é que é bom, juro que custo a entender.
E tem gente assim, sabia?
Juro que tem!
Tem gente que vive de doença e se não tem nada, inventa uma rapidinho, e não é para comover não, é para se sentir bem, para se sentir em paz, como se para ser feliz tivesse que se mutilar, se esconder em uma tristeza, uma doença, um faltar... Quer um exemplo? - Quem não tem um parente, amigo ou vizinho que vive numa eterna dor nas juntas? Naquele reumatismo dos dias bem vividos e agora doídos de viver e lembrar?
Gente amargurada que não consegue ver a vida com leveza, que estranha a felicidade e a amizade e que acha errado e falso ser e estar disposto todos os dias para o trabalho e para os amigos... Gente que vive preso em uma "cadeira de rodas" que não anda nem pra frente e nem pra trás porque emperrou numa atitude de conformismo e solidão... Gente que não entende e não vê que a vida é uma sequencia de dias e noites, de amigos e atitudes, de sabores e dores também....
Amargo bom é do jiló refogado no azeite toscano... Isso sim que é viver e gostoso de saborear...
Para os outros sabores ruins eu prefiro deixar que a vida cozinhe e refogue, que a vida aprimore a receita e a tempere com todos os condimentos que o amor e a felicidade de mil sorrisos podem trazer.
Bom dia pessoal.
Cau.
Desnecessário dizer que amei o texto. Sou seu fã. Hoje e sempre.
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