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sábado, 27 de agosto de 2011
Storm
Porque nem sempre as tempestades chegam junto com a primavera…
Já me dei conta que amo um conflito. E também já percebi que não estou sozinha nesta inútil batalha travada comigo mesma… Um monte de gente tem este especial poder de travar batalhas homéricas consigo mesmo, e assim como eu, vivem em constante dilema.
No entanto os conflitos são importantes, nos fortalecem a medida que nos fazem pensar e reagir contra os efeitos negativos que nos trazem tantos sofrimento. Muitas vezes os conflitos são benéficos – nos fazem ir além de nós mesmos e nos dá ferramentas para observar o que está de fato acontecendo em nossa volta, e no que podemos mudar (interferir) silenciar (esperar o outro se acalmar) falar (buscar entendimento) sobre nossos muitos “eus” internos.
Harmonia é tão importante na nossa vida e tão difícil de ser conquistada, não é mesmo?
Quando tudo concorre para que a harmonia chegue em nossa vida nos deparamos com o marasmo que não estamos acostumados e ficamos enlouquecidos com isso… O pacífico nos assusta. Daí a insistência de algum conflito para renovar as águas paradas dos sentimentos, revigorar aquilo que já está bom. Mas o bom nem sempre nos basta, e ai? … É essa a dificuldade da harmonia. É essa a essência da tempestade…
Não vou dizer que estar em constante tempestade é bom, nem mesmo sugerir que isso ocorra com você. As tempestades causam danos muitas vezes irreversíveis no pensamento da gente… Fragmenta a alma em mil faces. Então, peço que reflita comigo sobre a abundancia de formas e sensações da primavera… suas cores e aromas que nos transporta para o melhor de nós mesmos, e nas chuvas cálidas que nos emocionam tantas vezes. Esqueça as tempestades se não pode com elas. São belas e hipnotizantes, eu sei. Mas é necessário ter coragem e ousadia para admirá-las. Há tanto poder nelas não é mesmo? Seus raios poderosíssimos a atingirem o solo e sua força em forma de água e vento constante a se espalhar por toda a terra. Eu sei e entendo sua energia e força, mas sei também que concentrada como é, se perde muito facilmente… tão diferente da calma chuva que de forma fina e constante vai se tornando perene e fértil!
Permanecer é estar vivo. É decidir-se. Muitas vezes no limite da impaciência e do volume de pressão interior somos tempestade, outras, somos chuva calma. Nada é tão intenso quanto a vida, nada é tão lindo quanto nossas estações. Talvez esteja ai a chave para tantas respostas que buscamos pela vida a fora… Observar nossas estações e florecer com elas.
É preciso ter coragem para decidir… É preciso ter coragem para compartilhar. E é essa a beleza da vida, ela exige. E essa própria exigência que nos oferece flores na primavera. Cabe a nós saber colhê-las antes ou depois das tempestades e calmarias…
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