Sinto entrando pelas minhas narinas o cheiro doce açucarado de algo que me faz lembrar o que não sei. Mas que foi bom.
Ouço o piar do passarinho que choraminga na noite fria, um piar doído e sofrido, úmido pela chuva, úmido pelos pesares... Pelas penas molhadas com a chuva da madrugada, pelos sonhos funestos sobre o ninho exposto no chão.
A alma do passarinho se encontra destroçada pela chuva e pelo vento.
Frágil o passarinho pia. Frágil meu coração se aquieta.
Um sentimento de névoa se apossa de meu pensamento. Sentimento que tenta se fortalecer nas grades da razão e morre acorrentado, preso... Viveu pouco. Viveu névoa. Viveu e morreu nas narinas e no pensamento.
Somos dois frágeis corações nesta madrugada. Ambos sofridos, sonhadores e presos nas pesadas penas úmidas pela chuva que cai.

Sinto entrando pelas minhas narinas o cheiro doce açucarado de algo que me faz lembrar o que não sei. Mas que foi bom.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe seu comentário... adoro ler o que você pensa!