segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Ronan Keating - If Tomorrow Never Comes
As vezes tarde da noite
eu fico acordado e observo-a dormindo
Ela está perdida em sonhos pacíficos
Então apago a luz e fico na escuridão
e o pensamento cruza a minha mente
Se eu nunca acordar de manhã,
Será que ela, em algum momento,
duvidaria do que sinto por ela no meu coração?
Se o amanhã nunca chegar,
Ela saberá o quanto eu a amo
Eu tentei, de todas as formas, mostrar para ela todos os dias
Que ela é única pra mim
E se meu tempo na terra acabasse,
Ela teria que enfrentar o mundo sem mim
o amor que dei pra ela no passado
Será suficiente para durar,
se o amanhã nunca chegar?
Porque eu perdi pessoas queridas em minha vida
Que nunca souberam o quanto as amei
Agora eu vivo com o arrependimento
Que meus verdadeiros sentimentos por elas nunca foram
revelados
Então eu fiz uma promessa a mim mesmo
Dizer todos os dias o quanto ela significa pra mim
e evito a circustância onde não há
uma segunda chance de dizer a ela como me sinto...
Então diga a pessoa que você ama
Exatamente o que você está pensando
Caso o amanhã nunca chegue...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Flores na janela...

Oi mãe. Mais um ano que passamos distantes e ao mesmo tempo tão perto, não é mesmo?
Seu mundo, mãe, é onde sonho, onde sinto, onde meu olhar mareja e o meu coração me permite estar... Sinto sua falta mãe. Também sinto muita falta do tempo que não tivemos tempo.
Este ano seu aniversário coincidiu com o dia dos pais; é surreal isso, duas datas tão importantes para pessoas que amo tanto e que não poderei abraçar.
Me lembro de você sempre, embora tenha esquecido um monte de coisas para suportar sua ausência... E como defesa ou como benção, da infância me lembro bem pouco. Mas sinto sua falta nas horas em que dá vontade de compartilhar algo de bom ou de ruim que acontece comigo, nas febres, gripes e dores de cabeça... Nos dias das mães, nas festas de final de ano, e na doce lembrança das suas flores a enfeitar a casa... Sua coleção de samambaias choronas e suas pequenas violetas... eram tantas e de tantas cores!!!... Ficaram na lembrança, mãe, ficaram na lembrança.
Saudade doída e sentida essa que nos permite relembrar o que finge esquecer, saudade infame que nos obriga a carregar feito fardo, esta certeza que os dias passam devagar demais, e que embora os cabelos brancos comecem a aparecer, as pequenas marcas de expressão comecem a amadurecer meus dias, ainda assim, me pareço com você, e talvez essa semelhança que nos aproxima seja a que me faça refletir dia a dia, no que poderia ter sido com você aqui.
Não consegui me tornar a mulher independente e altiva como você era. Nem tão elegante... Mas adquiri um bom gosto para música, vinhos e gastronomia (embora cozinhe muito mal) no entanto, mãe, nem de perto cheguei a ser a mulher que você foi. Nem de perto. Choro vendo novela, choro atoa, para falar a verdade, sou mais sensível, mais poética, deveria ser mais dura, mas não consegui empedrecer meu coração... E por isso, mãe, acho que ainda vou sofrer um bocado.
Domingo, deixarei flores na janela para você... Na esperança que ao você abrir as sua janela ai em cima, as veja aqui em baixo... e as receba com todo meu amor, toda minha saudade e toda a falta que você ainda me faz.
Beijos meus,
Cláudia
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Uma linda semana para você!
Não deveria ser assim, sem avisar, sem dizer como e quando vai trazer para a gente as provas duras que nos transformam em um ser melhor ou mais cruel; não poderia ir chegando assim de forma assustadora como um vento forte que nos faz esfregar os olhos irritados pela poeira do cotidiano ameaçado pelas mudanças rápidas e passionais.
A vida deveria ter mais cuidado quando anuncia seus agouros e seus devaneios... Sabe-se lá se temos ou não um coração fraco?
E se a vida viesse anotada em cartõezinhos bem simples, tipo aqueles post its amarelinhos que a gente anota um recadinho e cola na geladeira para não esquecer... Acordaríamos toda manhã e lá estaria coladinho um bilhetinho da vida a nos dizer: - Bom dia! Hoje aconteça o que acontecer, lembre-se Deus está com você!
Ai todas as dores seriam mais amenas, o tropeço seria rapidamente resgatado pelos braços angélicos do destino e o vento forte com toda certeza nos levariam as cargas pesadas de carregar para bem longe e nos abriria os olhos para outros lugares, outros valores.
Continuaríamos a tropeçar e a cair... A saudade continuaria a doer, os devaneios talvez nunca se concretizem, mas ao acordar, toda manhã... A vida iria nos sorrir assim de repente, e de repente, quem sabe nos presentearia, na singeleza dos cartõezinhos pregados na porta da geladeira. Cartõezinhos estes que podemos fazer e deixar lá... Ou melhor ainda, fazer e presentear a vida de quem a gente quer bem...Acho que irei fazer vários destes e quando visitar algum amigo, ou recebê-los em casa, entregarei este mimo, sorrindo, direi: - Aconteça o que acontecer, lembre-se que estarei com você.
Mil beijos e uma linda semana, sua linda!
domingo, 29 de julho de 2012
The End...
Na esperança de um dia também ter uma história assim para compartilhar...
Uma linda semana a todos!
Uma linda semana a todos!
Um conto para Fátima - Coisas da vida.
"Na gaveta de um criado mudo na cabeceira de uma cama de uma mulher apaixonada onde ela guarda seu diário a 7 chaves....ou um livro onde ela lê o mesmo livro a vários anos e querem descobrir que livro e esse pra ser relido sempre. (Viajei muito?????)" - Por Fátima Carvalho
Outro dia pedi aos amigos de um grupo de artes, sugestões sobre oratórios tendo como base uma gaveta que seria descartada... Como muitos já sabem, muito antes do assunto sustentabilidade virar moda, eu já era uma catadora oficial de descartados e reutilizados... Com o tempo, o que era hobby virou coisa séria e por incrível que pareça, meu estilo vintage e bem cinquentinha (anos 50) acabou contagiando muita gente ao meu redor!
O engraçado disso tudo é que a minha doce amiga Fátima, tão solícita, leu "oratória" ao invés de oratório e isso se transformou em um bate papo descontraído e gostoso de se ler, lá nos posts do Facebook... E foi assim que ela sugeriu, sem saber, um tema bem gostoso para um conto... Só que isso complicou minha vida, pois não consigo escrever o que sinto, dentro de algum contexto pré estabelecido, formatado, engessado... E agora José?
Me lembrei que quando era adolescente, curtia uma paixãozinha por um garoto mais velho que veio morar em meu bairro. Claro que ele nunca soube! Me lembrei da minha sobrinha de 08 anos que é apaixonada pelo Neymar (jogador de futebol do Santos) e me coloquei na ternura que é ter o tempo todo para alguém, na poesia da vida que transforma meninas em doces mulheres, na construção dos dias em livros e diários, cujas páginas são a vida da gente.
A Fátima me fez encontrar a adolescente que fui nesses dias... A Cau que tinha tantos medos e sonhos foi se chegando tímida diante da mulher que a esperava, estranhamente fiquei com receio dela me culpar por ser o que sou hoje, medo dela expor todas suas dores e me dizer: " - o que fazer com elas?" Mas a Cau nada fez. Ficou ali, em minha mente, olhando com um indefinível olhar de quem nada pôde fazer diante de minha vida agora. E olhando assim, tão firmemente, vi que estou envelhecendo, como todo ser humano, como todo caminhante em uma estrada que se inicia e se finda...
A doce Cau que se transformou nesta mulher que sou é o reflexo dos dias que se passaram, dos sonhos, dos amores, das relações de amizade e calor humano. A doce Cau é a ternura dos dias que se assemelham a uvas colhidas tardiamente, cujo perfume impregna nas mãos e no paladar....
As dores da alma a gente pode carregar feito fardo pesado no caminhar, Claudinha querida, mas é bem melhor deixá-las como pegadas no caminho, e ir assim, ao sol do fim da tarde, colhendo uvas (quase passas) e saboreando todo mel, todo o prazer de chegar ao final com a doçura vivida, aos 15, aos 30 e hoje andando livre pelos 40 e poucos anos.
Um doce cacho de uvas para você, Fátima Carvalho!
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