domingo, 19 de fevereiro de 2012
Entre Vinhos e Amigos – Parte II – Cabernet Sauvignon
A rainha das uvas escuras. É resultado do cruzamento entre as uvas Cabernet franc e Sauvignon blanc, é uma das uvas mais apreciadas e o vinho mais consumido no mundo!
Não é atoa que o cabernet souvignon se tornou tão popular, qualquer produtor no mundo que queira começar sua plantação de uva, ou como na Itália (que é bem comum de se ver) ter sua própria fabrica de vinhos, há de se encontrar no parreiral, uma boa matriz da cabernet sauvignon.
Uva gostosa de degustar e deliciosa de beber o seu suco ou vinho. Tem a pele mais grossinha e pouca polpa, mas não se iluda meu amigo, seu sabor é incrivelmente marcante!
Sua história é rica. Foram detectados, através de exames de DNA, vestígios da variedade datados de 6.000 a.C., na região da Península dos Balcãs, mais precisamente onde hoje se situa a Bósnia-Herzegovina. Porém, seu cultivo começou com os povos fenícios, que levaram essa variedade à toda costa do mediterrâneo, de onde se espalhou para o restante da Europa. A videira e o vinho tinham grande importância aos Fenícios, que utilizavam a bebida para amenizar o cansaço das viagens marítimas, característica marcante desse povo.
Seu vinho é seco, com aromas que vão dos frutados como o cassis e a cereja ao cravo, menta e cendrinho. Tem porte elegante na taça e no decanter... sua coloração é um vermelho intenso de fundo violáceo, lindo! Na boca, traduz uma harmonização forte e madura, quase masculina, devido aos taninos que são bem mais apurados do que no Carménère. É um vinho aberto, de aroma suave, que acompanha bem a quase tudo que você desejar comer.
Entre amigos.
Degustei algumas boas safras do vinho Gato Negro de produção chilena e também argentina (viva os 100 dias de palomas!!!) dentre as degustadas, considero a de 2003 e 2008 as melhores. Também gostei muito dos sul africanos, que felizmente estão com preços mais justos aqui no Brasil,por isso, vale lembrar que as uvas cabernet sauvignon são produzidas no mundo inteiro e em cada terroir tem sua característica e maturação.
Para quem vai degustar e quer aprender um pouco mais sobre vinhos, vai ai uma dica; - O fato de ser um vinho eclético nos permite degustá-lo jovem ou não; tudo depende da região e do estilo do vinho que o produtor quis apresentar. O tempo de guarda está diretamente relacionado ao estilo do produtor ou região, em linhas gerais: de 05 a 10 anos (vinhos mais simples), de 10 a 15 anos (australianos), de 10 a 20 (californianos) e mais de 30 anos (tops de Bordeaux).
Créditos de imagem e fonte de inspiração: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabernet_Sauvignon
Outra fonte consultada: http://www.guiadovinho.com.br/leiamais.php?id=112
Entre Vinhos e Amigos - Parte I - Carménère
Sou fã da uva carménère. Ela é uma cepa sobrevivente.
Em meados do século XIX houve uma praga nas vinícolas européias (principalemente as francesas, onde é sua origem) dizimando por completo essa uvinha de inconfundível nobreza de sabor e cor preto azulado.
Foi redescoberta no chile lá pelos anos 70, e era considerada como uma uva de pouco valor e de maturação tardia, entre os vinhedos de Merlot. (Outra espécie de uva que falaremos mais a diante).
Ter a Cordilheira dos Andes de um lado, o oceano Pacífico do outro, o Deserto de Atacama ao norte e os glaciais ao sul fizeram um escudo natural para que esta varietal adaptasse tão bem ao Vale do Colchagua onde está seu maior cultivo.
Entre amigos, tive o prazer de beber este vinho em várias situações. Criando algumas peças de arte ao lado do meu amigo e irmão Lucas Siqueira; filosofando sobre a vida e também sobre a cabala com Mateus Pedrosa e até mesmo casa ouvindo uma boa música e produzindo meus artesanatos...
O carménère demonstra-se um vinho gostoso de beber.Semi-seco. Deve-se consumi-lo ainda jovem, quando o tanino ainda está macio; na taça ou no decanter desnuda-se numa cor lilás forte, aroma suave e sabor persistente. Acompanha bem com massas e petiscos o que favorece muito as confraternizações informais.
Créditos da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carm%C3%A9n%C3%A8re
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Abrindo Alas para o Carnaval Passar.
Sobre a 22a Caminhada Alcoológica.
Fazem exatamente 16 anos que acontece, na véspera do carnaval, a tradicional Caminhada Alcoológica que reúne moradores, ex moradores, amigos e vizinhos do bairro Nova Floresta.
Esta caminhada já teve percursos inusitados, como por exemplo, Belo Horizonte/ Sabará.
Este ano porém, concentrou-se e saiu do Bar do Rocha, seguindo em alegre caminhada pelas ruas dos bairros Nova Floresta, Renascença, Silveira e Ipiranga. Com paradas estratégicas para descanso de alguns foliões que inspirados na vitalidade do Senhor Roberto (Bar do Rocha) seguiram apitando pelos quatro quilômetros do trajeto.
O Bar do Rocha foi escolhido por ser tradicional reduto de moradores e amigos de várias gerações. Seja para assistir a uma partida de futebol quanto para tomar uma cerveja gelada e por os assuntos em dia, e de acordo com Adilson Dutra, um dos responsáveis pela organização e também um dos mais animados na caminhada, “O objetivo da mesma e a perspectiva de outras caminhadas para ainda acontecerem em 2012 são sempre de unir e contar com a participação de todos em um ambiente agradável para dentro de uma proposta de socialização também ajudar a quem precisa.”
Para acontecer este evento, há a necessidade de patrocinadores, e os jovens empresários Alexandre Oliveira (Setembro.net), Vinícius Queiróz (Star Jóias e Relógios) estiveram presentes e disseram, unânimes que a ação solidária foi um dos motivos mais bem vistos por eles, além de poderem rever os amigos durante a confraternização. Neste ano o “saldo foi bastante positivo, pois a grande capacidade de articulação, de forma voluntária, através das redes sociais, influenciou no capital social e humano na apresentação de diferentes segmentos participantes, sejam como colaboradores ou apenas comprando os kits de camisa e copo, de forma a ajudar a quem precisa.
O fato é que numa alegria sem igual, a 22ª Caminhada percorreu pelas charmosas ruas da região Nordeste, capitaneadas pelo ilustre Roberto Rocha, abrindo alas para o carnaval chegar.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Hoje.
Uma dor sentida e insistente me machuca a alma. Parecida com aquelas chuvas fininhas de final de primavera... Daquelas que não molham no começo, mas de tão constante, encharca o solo, invade a calçada, derruba árvore...
Dor que me corrói aos poucos, feito bicho carpinteiro que vai construindo sua trilha na madeira oca e estérea. Vou ficando assim, doida e sentida, morrendo meus sonhos por dentro, vou sorrindo para o mundo que me rodeia.
Hoje queria o colo de Deus pessoalmente. Porque por ser sua filha talvez eu deva merecer, talvez eu deva...
É engraçado quando as coisas ditas ruins acontecem, aquelas que a gente espera e sabe que um dia irá chegar, mas que no fundo acha que vai morrer sem ver acontecer... E elas chegam. Chegam e ponto.
Cresci sabendo que uma parte da minha história seria acrescentada logo à frente. Tal qual bônus por participação, brinde por ter nascido... E eis-me aqui, sem rumo, mas agradecida pela oportunidade que a vida me dá de novamente aprender com a dor. Sem um centil de certeza se estarei firme quando aqueles que mais amo precisarem, mas aqui. Plena, com meus joelhos dobrados orando, com minhas lágrimas alinhavando meu rosto, com meu coração quebrantado, e meus braços abertos oferecendo o que ainda sobra de uma mulher, de uma menina, de uma essência.
Que Deus nos ajude e nos ampare, agora e sempre.
Cláudia
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Freyr, the lord of the elves.
Vou te contar um segredo.
Eu tive príncipe elfo. E no meu jardim de contos de fadas, era o mais belo de todos os seres mágicos. Habitou em meu jardim secreto e me protegia – Eu me sentia imortal diante dele. E cada vez que eu o encontrava, acredite, minha vida soava como música, numa breve e tranqüila celebração de amor e felicidade.
Foi tão terno e delicado que mesmo sendo breve, foi encantado.
Há uma antiga lenda que diz que se alguém espalhar folhas secas de escambroeiro ou espinheiro-cerval em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia aparecerá um elfo. Eu sei, porque ele apareceu para mim e me abençoou – Agora antes que ele fuja para outro jardim encantado, preciso pedir: – devolva-me a chave que abre o meu coração. Atenda ao meu desejo.
E lá fora, numa noite calma, num céu cheio de estrelas irei ouvir o som de um cantar, sob a luz de um olhar que me trará a lembrança em minha alma cansada – a doce e calma alegria contida no olhar de meu príncipe elfo. Talvez neste momento eu conte novamente a mística lenda de um príncipe nórdico, de beleza rara e diferente de tudo e de todos os homens que povoaram esta terra, um príncipe que dançou para mim e me abençoou com um manto de estrelas, sob a luz alva da lua cheia.
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