domingo, 19 de fevereiro de 2012

Entre Vinhos e Amigos - Parte I - Carménère

Sou fã da uva carménère. Ela é uma cepa sobrevivente. Em meados do século XIX houve uma praga nas vinícolas européias (principalemente as francesas, onde é sua origem) dizimando por completo essa uvinha de inconfundível nobreza de sabor e cor preto azulado. Foi redescoberta no chile lá pelos anos 70, e era considerada como uma uva de pouco valor e de maturação tardia, entre os vinhedos de Merlot. (Outra espécie de uva que falaremos mais a diante). Ter a Cordilheira dos Andes de um lado, o oceano Pacífico do outro, o Deserto de Atacama ao norte e os glaciais ao sul fizeram um escudo natural para que esta varietal adaptasse tão bem ao Vale do Colchagua onde está seu maior cultivo. Entre amigos, tive o prazer de beber este vinho em várias situações. Criando algumas peças de arte ao lado do meu amigo e irmão Lucas Siqueira; filosofando sobre a vida e também sobre a cabala com Mateus Pedrosa e até mesmo casa ouvindo uma boa música e produzindo meus artesanatos... O carménère demonstra-se um vinho gostoso de beber.Semi-seco. Deve-se consumi-lo ainda jovem, quando o tanino ainda está macio; na taça ou no decanter desnuda-se numa cor lilás forte, aroma suave e sabor persistente. Acompanha bem com massas e petiscos o que favorece muito as confraternizações informais. Créditos da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carm%C3%A9n%C3%A8re

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Abrindo Alas para o Carnaval Passar.

Sobre a 22a Caminhada Alcoológica.
Fazem exatamente 16 anos que acontece, na véspera do carnaval, a tradicional Caminhada Alcoológica que reúne moradores, ex moradores, amigos e vizinhos do bairro Nova Floresta. Esta caminhada já teve percursos inusitados, como por exemplo, Belo Horizonte/ Sabará. Este ano porém, concentrou-se e saiu do Bar do Rocha, seguindo em alegre caminhada pelas ruas dos bairros Nova Floresta, Renascença, Silveira e Ipiranga. Com paradas estratégicas para descanso de alguns foliões que inspirados na vitalidade do Senhor Roberto (Bar do Rocha) seguiram apitando pelos quatro quilômetros do trajeto. O Bar do Rocha foi escolhido por ser tradicional reduto de moradores e amigos de várias gerações. Seja para assistir a uma partida de futebol quanto para tomar uma cerveja gelada e por os assuntos em dia, e de acordo com Adilson Dutra, um dos responsáveis pela organização e também um dos mais animados na caminhada, “O objetivo da mesma e a perspectiva de outras caminhadas para ainda acontecerem em 2012 são sempre de unir e contar com a participação de todos em um ambiente agradável para dentro de uma proposta de socialização também ajudar a quem precisa.” Para acontecer este evento, há a necessidade de patrocinadores, e os jovens empresários Alexandre Oliveira (Setembro.net), Vinícius Queiróz (Star Jóias e Relógios) estiveram presentes e disseram, unânimes que a ação solidária foi um dos motivos mais bem vistos por eles, além de poderem rever os amigos durante a confraternização. Neste ano o “saldo foi bastante positivo, pois a grande capacidade de articulação, de forma voluntária, através das redes sociais, influenciou no capital social e humano na apresentação de diferentes segmentos participantes, sejam como colaboradores ou apenas comprando os kits de camisa e copo, de forma a ajudar a quem precisa. O fato é que numa alegria sem igual, a 22ª Caminhada percorreu pelas charmosas ruas da região Nordeste, capitaneadas pelo ilustre Roberto Rocha, abrindo alas para o carnaval chegar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Hoje.

Uma dor sentida e insistente me machuca a alma. Parecida com aquelas chuvas fininhas de final de primavera... Daquelas que não molham no começo, mas de tão constante, encharca o solo, invade a calçada, derruba árvore... Dor que me corrói aos poucos, feito bicho carpinteiro que vai construindo sua trilha na madeira oca e estérea. Vou ficando assim, doida e sentida, morrendo meus sonhos por dentro, vou sorrindo para o mundo que me rodeia. Hoje queria o colo de Deus pessoalmente. Porque por ser sua filha talvez eu deva merecer, talvez eu deva... É engraçado quando as coisas ditas ruins acontecem, aquelas que a gente espera e sabe que um dia irá chegar, mas que no fundo acha que vai morrer sem ver acontecer... E elas chegam. Chegam e ponto. Cresci sabendo que uma parte da minha história seria acrescentada logo à frente. Tal qual bônus por participação, brinde por ter nascido... E eis-me aqui, sem rumo, mas agradecida pela oportunidade que a vida me dá de novamente aprender com a dor. Sem um centil de certeza se estarei firme quando aqueles que mais amo precisarem, mas aqui. Plena, com meus joelhos dobrados orando, com minhas lágrimas alinhavando meu rosto, com meu coração quebrantado, e meus braços abertos oferecendo o que ainda sobra de uma mulher, de uma menina, de uma essência. Que Deus nos ajude e nos ampare, agora e sempre. Cláudia

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Freyr, the lord of the elves.

Vou te contar um segredo. Eu tive príncipe elfo. E no meu jardim de contos de fadas, era o mais belo de todos os seres mágicos. Habitou em meu jardim secreto e me protegia – Eu me sentia imortal diante dele. E cada vez que eu o encontrava, acredite, minha vida soava como música, numa breve e tranqüila celebração de amor e felicidade. Foi tão terno e delicado que mesmo sendo breve, foi encantado. Há uma antiga lenda que diz que se alguém espalhar folhas secas de escambroeiro ou espinheiro-cerval em um círculo e dançar dentro dele sob a lua cheia aparecerá um elfo. Eu sei, porque ele apareceu para mim e me abençoou – Agora antes que ele fuja para outro jardim encantado, preciso pedir: – devolva-me a chave que abre o meu coração. Atenda ao meu desejo. E lá fora, numa noite calma, num céu cheio de estrelas irei ouvir o som de um cantar, sob a luz de um olhar que me trará a lembrança em minha alma cansada – a doce e calma alegria contida no olhar de meu príncipe elfo. Talvez neste momento eu conte novamente a mística lenda de um príncipe nórdico, de beleza rara e diferente de tudo e de todos os homens que povoaram esta terra, um príncipe que dançou para mim e me abençoou com um manto de estrelas, sob a luz alva da lua cheia.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O alienígena que habitou em mim.

"Os padeceres da alma já se foram, foi inútil lutar contra este estranho alienígena que se apossa da gente e nos torna capazes de rir e chorar, querer e recusar, amar e odiar, tudo ao mesmo tempo.... acho que ele foi embora, (o alienígena) e me deixou vazia. Oca. Mas isso é bom! - Agora sobra espaço para um monte de coisa boa!!!" Créditos da Imagem: http://ovnihoje.com