quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A CARTA QUE NÃO TIVE CORAGEM DE ENVIAR...

Oi amor... Espero que esteja bem. Que esteja feliz. Que esteja encaminhado nas trilhas que sempre sonhou seguir. Espero que esteja próspero. Que esteja sendo amado e valorizado por tudo que de melhor você tem em si. E que ao seguir em frente você tenha a absoluta consciência de que está na melhor fase de sua vida e que se sinta realizado por estar ao lado das pessoas que realmente quis que estivessem ao seu lado, como estão agora. Que a vida sorria para você hoje e traga sonhos felizes e aromas suaves! Porque eu sigo em frente, como você me recomendou. E cada passo parece que carrego um fardo em minhas costas. E sorrindo vou abdicando do meu direito de sentir saudades. E é tanta saudade, amor, que já não dói. É uma saudade sentida, feito neblina úmida que vai gelando a gente, feito dia cinza que faz a gente olhar para o céu e pensar em quem já se foi... é uma saudade que a gente sente e sorri de mansinho porque ainda não esqueceu. Saudade também vira lembrança, sabia? Beijos com toda minha saudade. Feliz 2012. Cláudia.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Do novo e do velho antigo sentimento.

O novo ano se inicia com toda a minha velha e pesada bagagem de saudades. Se brindo ao novo me distancio do que me pesa mas que amo… Se desisto. Morro.

… Relicário

Espero chegar adiante como testemunha de mim mesma… nem vazia de sentimentos e nem carregada deles… apenas uma modesta observadora da vida, contemplando como ela flui em mim com todas suas nuances e todas suas singularidades. Acho que isso deve ser Plenitude.

Guerras e Paz… Nossas escolhas para 2012.

Enfim, mais um ano vai ser finalizado com a tradicional mensagem de final de ano do Papa Bento XVI desejando paz a todos os povos. Lembrei-me de que desde o Concilio Vaticano II que a guerra foi declarada ilegítima em todas as suas formas e mesmo assim, ainda hoje os conflitos civis acontecem todos os dias. É nos ensinado a ter esperança, todavia, são multiplicados os desmandos e abusos de todas as ordens e a guerra passou a ser uma forma de comércio e concessão de armas e de vidas. Pergunto-me qual é a validade da Carta da ONU restringindo os limites éticos e jurídicos nos conflitos internacionais. É comum ver nestas retrospectivas de final de ano, homens das forças de paz da ONU a jogar futebol com as crianças vítimas da guerra e claro isto nos toca profundamente ao coração. Mas isso é o mínimo que fazemos! Os desvios e os desmandos em nome da legítima defesa de um estado assassinam milhares de famílias e tiram o futuro de milhões de crianças todos os dias! Mas existem outras guerras, e talvez estas sejam ainda mais ambiciosas e as que mais necessitam de uma percepção verdadeira e urgente. A guerra contra a pobreza é uma delas. Nascida onde ainda se entende que homens armados são necessários para implantar qualquer tipo de educação e justiça. Já não falo aqui de um governo, mas de uma paz por adesão. A utópica e sonhada paz pela luta armada. No dia da paz mundial um paradigma entre o velho conceito do semear valores e a capacidade de assimilar estes princípios como a mensagem que o Papa Bento XVI amavelmente nos propõe, quando ele fala que a guerra começa no coração dos homens e por isso é necessário desde já se fazer um processo educativo dentro deles. É comum avaliarmos nossa trajetória ao finalizarmos mais um ano e rever nossos desvios, descasos, saldos e acertos em todas as variantes. Acredito que alguns governos também façam o mesmo, até como única forma de legitimar suas escolhas e projetar um futuro menos sofrido. Talvez um futuro sem guerra, onde a legitima defesa da honra seja a correspondente a legitima defesa ao estudo, alimentação e saúde pública. Onde a desigualdade não nos toque tão ostensivamente como vem acontecendo. De um modo novo, quem sabe, como o Papa Bento XVI idealiza, num processo educativo, mais humanitário e justo. Mas sendo justo, por merecermos, e não por questões de projeções políticas e interesses escusos. Que sejamos todos nós remetentes desta boa nova. E também co-responsáveis pela educação de dirigentes e na condução de nosso destino como cidadãos. Que tenhamos coragem de lutar sem armas por uma vida mais digna e justa usando o voto como arma, e que a coragem de não nos limitarmos ao relativismo seja bem mais ampla que esta nódoa incorporada no nosso processo evolutivo. Feliz 2012.

O Natal…

Modificar um hábito a tanto tempo instaurado pela dinastia do consumo não é nada fácil. Aqui no Brasil as lojas andam cheias de pessoas a comprar mimos de final de ano como quem não vai se preocupar com os abusivos impostos de inicio de 2012. Pagamos os mais altos juros que um país em crescimento (?) pode impor a cidadãos que ainda buscam moradia digna e transporte público descente. Se o natal que nasceu em uma estrebaria simples, hoje se encontra em altas luzes e fartas mesas, como será amanhã? Para muitos seguirá em frente ao consumo desenfreado e desmedido, para outros será em uma mesa simples mas farto de fé e esperança. Como se a fé e a esperança trouxesse a conscientização de mudanças reais que possam trazer a todos uma vida mais digna o ano todo. Sonhar é de graça. Boas Festas.