segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Sonhos de natal
Até quando vamos “nos comprar” com o 13o salário. Imaginando sermos merecedores? Como crianças que sonham com a chegada de Papai Noel carregando presentes em suas costas velhas e cansadas.
Velhos e cansados são nossos sonhos de luz, água, moradia digna e educação para todos, este sim seria o melhor 13o que qualquer brasileiro merece ganhar.
IPI reduzido que chega aos nossos bolsos como um irrisório desconto de 5% não é presente de natal. É covardia, é querer fazer de cada trabalhador um idiota.
Ironias do amor.
O amor incondicional às vezes nos prega algumas presepadas.
Entendendo o amor como proteger, cuidar, preservar… Acredite que ainda assim, em algum momento alguém muito amado irá invadir sua privacidade.
Os mesmos que reconhecidamente te admiram se sentem no direito permitido de questionar sua vida pessoal de forma tão explicita que chega a retirar-lhe a liberdade de silenciar-se.
Esquecer que ninguém está livre de ser criticado de igual maneira e agressividade por motivos que são só seus é acreditar ingenuamente que vive em uma redoma.
Reconhecimento tão solidário….
Como muitos sabem, sou empreendedora solidária com atividades voltadas ao artesanato. Mas também desenvolvo trabalhos de SEO para articuladores de economia solidária e como meus contatos em mídias sociais são extensos, posso, na medida do possível compartilhar textos e idéias… mas o que me deixou profundamente feliz foi poder ter sido a ponte, o elo de ligação entre dois feras na arte de colagem. Falo do artista plástico Silvio Alvarez, que soma inúmeros trabalhos voltados a arte e integração social com respeito a sustentabilidade e valor humano.
Artista consagrado, com exposições pelo Brasil e Europa… Silvio Alvarez parece um menino de tão alegre e disponível a tudo e a todos. Cara simples, discreto, sensível e acima de tudo SOLIDÁRIO. Sim, com todas as letras “beeemmm” maiúsculas!
Explico porque.
Aqui em Belo Horizonte, reside um artesão, auto didata, com larga experiência em colagem e manufatura de papel artesanal… uma dessas pessoas que a gente se pergunta se é gente mesmo ou se é anjo disfarçado de gente… de tão puro que é, de um coração tão grande que tem. Falo agora de Lucas Siqueira, conhecido por muitos pelos seus trabalhos como agente de mapeamento, Brasil local e outras tantas tarefas que realiza em prol da Economia Solidária.
Então.
Uni os elos em minha página no facebook. E através desse milagre que se chama internet, pude mostrar ao Silvio que está lá em São Paulo, ou quiça em algum canto do mundo, os trabalhos do Lucas… e não é que o Papa da arte de colar, Ge-ne-ro-sa-men-te divulgou os trabalhos do nosso amigo daqui de Minas?
Isso é ou não é ser solidário, minha gente?
Silvio Alvarez não sabe. Mas deu um presente de aniversário para esse menino anjo que tem nome de profeta… Um artista plástico renomado foi generoso o suficiente para transformar o mundo de uma pessoa em algumas simples (porém sinceras) palavras.
Agora um segredo: “Vocês acreditam que um certo consultor de Economia Solidária, daqui de Belo Horizonte, desmereceu o trabalho de Lucas? Seria por inveja, medo de perder espaço, ou por desconhecer os fundamentos de solidariedade?” – Fica a pergunta.
PARABÉNS LUCAS SIQUEIRA.
Obrigado pelo exemplo SILVIO ALVAREZ!
Avante América!
Avante América!
Não está sendo fácil ver meu time na lanterna na disputa da série A. Realmente não está sendo nada fácil… Sofremos muito para dar a volta por cima e depois de tantos anos disputando a série B do brasileirão, cá estamos finalmente, as vésperas de comemorarmos nosso centenário, lutando bravamente, mostrando em cada jogo muita vontade e determinação em mantermos, senão entre os favoritos, pelo menos entre os que vieram para ficar.
É difícil ser racional nessas horas. É difícil reconhecer que seu time do coração luta desesperadamente para se reerguer e manter-se entre os melhores, mesmo não contando com tantos recursos financeiros e com poucos jogadores considerados de elite. Ainda assim o América Mineiro possui honrosos títulos e merece ser tratado com o mesmo respeito que os rivais são mencionados nas mídias. Exemplo disso são blogs de propostas esportivas que não colocaram o escudo, flâmula ou qualquer identificação do América, negligenciando e desmerecendo desde o inicio do campeonato este time de tanta tradição e glórias.
Causa revolta sim, quando mencionam meu time da forma diminutiva e repetem feito maritacas o que ouviram falar, com seus bordões antigos e piadas ultrapassadas tentam inutilmente afetar o padrão mental espartano. Somos aguerridos! Temos menos vitórias que nossos principais rivais, é verdade, mas não estamos vencidos. Não entregamos os pontos nas disputas mais árduas, vamos a cada jogo como um grupo unido, feito de time e torcedores, força e coração. Somos assim. Reclamamos, choramos, sacrificamos nossos domingos entre família e amigos no sonho insano de levar nossos jogadores a campo com raça e determinação.
Para os considerados grandes conhecedores da bola, para os milhares de técnicos de final de semana, para os torcedores de times de “elite”, fica a certeza que não estamos vencidos. Até o último segundo estaremos lutando de cabeça erguida.
Um clube como o América Mineiro não pode ficar a margem da história. Derrotas, empates e vitórias fazem parte do memorial deste clube que tem um time honrado e que conta com a força de uma torcida apaixonada.
Nada de coelhinho, nada de ameriquinha… Somos espartanos e juntos lutamos pelo COELHÃO que muito nos honra com sua tradição e história.
Por: Cláudia Oliveira
Siga-me no twitter: @ Cau_0liveira
Um olhar sobre o ser humano – Vulnerável e forte
Vejam só como é intrigante a vida.
Outro dia, postei uma frase em uma das minhas redes sociais que foi prontamente respondida por alguém completamente estranho a mim. E a forma pela qual foi interpretada, me fez meditar sobre a minha atitude diante do outro, e principalmente diante de mim mesma.
Há pessoas que se sentem fortes somente quando não estão vulneráveis, já reparou isso? É como se elas precisassem usar uma camuflagem para se esconder de si mesmas o tempo todo. Ou, na pior das hipóteses, do que sentem pelo outro e do que o outro possa a vir a sentir por elas…
Mas há pessoas que são vulneráveis e mesmo assim se sentem fortes.
São pessoas que mesmo machucadas, sofridas, combalidas pela vida ou pelo cansaço dela, não se fazem de vítimas. Ao contrário, se erguem altivas e sorriem convencidas que tudo há de melhorar.
Dêem o nome que quiserem para este sentimento que eleva essas pessoas da fragilidade a fortaleza… Mas o certo é que, a cada dia, para essas pessoas, a força nasce de dentro delas como algo crescente e as tornam corajosas.
Acredito que as pessoas realmente corajosas podem estar espalhadas pela cidade, e talvez a gente encontre vez ou outra com uma delas em nosso caminho – Não creio que seja sempre. Não! Esse tipo de pessoa geralmente está longe da nossa paradoxal realidade e vivencia – Estão ora meditando e buscando um sentido consciente para suas vidas, ora estão tão vivas no presente que mal podem nos esperar acompanhá-las. E talvez seja este o critério da coragem delas, serem fluidas.
Ninguém sabe o momento certo das coisas. Ninguém sabe exatamente quando irá sofrer e se arrepender ou mesmo se apaixonar. A vida é intrigante nisso, porque nenhuma história faz sentido até o momento que algo signifique muito para você e o que parecia estranho fica consistente.
A gente sabe que não sabe nada, essa é a verdade. Somos vulneráveis por não sabermos o momento certo das coisas e fortes quando passamos a aceitar a verdade como ela se apresenta, seja como espinhos ou como flor. Tudo que sabemos é que se tivermos o coração aberto, algo verdadeiro irá chegar e isso significa ter coragem e nobreza para reconhecer esta verdade e ir de encontro ao nosso destino.
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